O Campo Arqueológico de Mértola
O Campo Arqueológico de Mértola (CAM) é uma associação cultural e científica sem fins lucrativos, declarada instituição de utilidade pública em 1995. Desde a sua criação, o CAM tem como objetivo fomentar o levantamento, estudo e pesquisa dos bens arqueológicos, etnográficos e artísticos da região de Mértola e proceder à sua conservação e salvaguarda. Para esta finalidade o CAM pode cooperar com qualquer entidade pública ou privada, nacional ou estrangeira, na promoção de ações científicas, culturais e sociais.
Os corpos sociais do CAM são compostos por uma Assembleia Geral, o Diretor Honorário Cláudio Torres, uma Direção, um Conselho Fiscal, um Conselho Consultivo e um Conselho Científico. A Assembleia Geral inclui todos os sócios do CAM e é o seu órgão máximo deliberativo. É presidida por uma Mesa composta por um Presidente e dois Secretários. A Direção é o órgão executivo do CAM e é composta por um Diretor, um Secretário, um Tesoureiro, e dois. O Conselho Consultivo é um órgão de consulta da Direção, composto por personalidades e associados empenhados em acompanhar a atividade do CAM e em aconselhar sobre projetos, iniciativas e colaborações úteis à prossecução dos seus objetivos. O Conselho Científico é um órgão de consulta científica da Direção, composto por personalidades e entidades de reconhecida competência científica que se propõem acompanhar, com o seu conhecimento, o trabalho de investigação, de estudo e pesquisa, de divulgação e promoção dos projetos científicos do CAM. Entre os consultores que já integraram este Conselho destacamos Cláudio Torres (CAM), António Borges Coelho (Universidade de Lisboa), Antonio Malpica (Universidade de Granada), Carlos Manuel Cândido Pedro (CAM), Claire Déléry (Musée Guimet); Conceição Lopes (Universidade de Coimbra), Guillermo Rosselló-Bordoy (Museo de Mallorca), Helena Catarino (Universidade de Coimbra), João Pedro Bernardes (Universidade do Algarve), José Antonio González Salgado (CAM), Luís Filipe Oliveira (Universidade do Algarve), Manuel Retuerce Velasco (Universidade Complutense de Madrid), Manuela Barros, Miguel Reimão Lopes da Costa (CAM e Universidade do Algarve), Santiago Macias (Panteão Nacional), Susana Gómez (CAM e Universidade de Évora), Virgílio Lopes (CAM), Clara Rodrigues (CAM), Lígia Rafael (CAM/Câmara Municipal de Mértola), Maria de Fátima Palma (CAM), Nádia Torres (CAM), Joaquim Boiça (CAM) e Maria de Fátima Barros (CAM).
O CAM estabeleceu protocolos e acordos de colaboração com várias instituições nacionais e estrangeiras entre as quais destacamos os celebrados com as Câmaras Municipais de Mértola, Loulé e Vila Real de Santo António; com o Instituto Português do Património Arquitetónico e o Instituto Português da Natureza; e com as Universidades de Coimbra, Técnica de Lisboa, Nova de Lisboa, Évora e Algarve, em Portugal; Universidades de Huelva, Córdova, Sevilha e Granada, em Espanha; Universidade Pontifícia do Vaticano; Universidade de Toulouse Le Mirail em França; Universidade de Frankfurt (Alemanha); Universidade de La Manouba e Instituto Nacional do Património, na Tunísia; e com a Universidade do Novo México nos Estados Unidos de América.
PRÉMIOS E DISTINÇÕES
Entre as muitas distinções e prémios recebidos pelo Campo Arqueológico de Mértola, destacamos o Prémio APOM (1995); a Medalha de Mérito Cultural (1998); o Prémio das Académicas Pontifícias do Vaticano (2015); e o Prémio Internacional Terras Sem Sombra (2017).
Entre os prémios atribuídos ao fundador do Campo Arqueológico de Mértola, Cláudio Figueiredo Torres, pelo seu trabalho nesta instituição podemos destacar o Prémio Pessoa (1991), o Prémio Inovação do programa "Acontece" da RTP (1999), a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2001), o Prémio Rómulo de Carvalho, o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Évora (2001), o Prémio Nacional “Memória e Identidade” (2020/2021) e o Prémio Europa Nostra (2023).
Em 2016 foi instituída pela Universidade de Évora a Cátedra Docente Cláudio Torres.
SECÇÕES, GRUPOS E INFRA-ESTRUTURAS DE APOIO ÀS ACTIVIDADES DO CAM
Para o desenvolvimento dos seus projetos o CAM pode estruturar-se em secções e grupos. No ato da sua fundação foram instituídos o Centro de Estudos Medievais e Islâmicos (CEMI, responsável Cláudio Torres) e o Centro de Investigação Documental (CID, responsável Joaquim Boiça). Em 2015 foi constituído como secção do CAM o Grupo de Estudo sobre a Cerâmica Islâmica do Gharb al-Andalus (CIGA, responsável Susana Gómez).
Nos últimos anos, o CAM tem vindo a criar infraestruturas de apoio à investigação que se encontram abertas a toda a comunidade científica e à população em geral, a saber:
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Centro de Estudos Islâmicos e do Mediterrâneo (Casa Amarela). Encontra-se instalado num edifício da Vila Velha, propriedade do CAM, que foi parcialmente remodelado entre finais do século XX e os primeiros anos do século XXI. Na parte já recuperada do edifício funcionam, atualmente, espaços para exposições temporárias em apoio ao Núcleo Islâmico do Museu de Mértola, a Biblioteca do Campo Arqueológico de Mértola e outros espaços de trabalho da instituição. A conclusão das obras de recuperação do edifício permitirão alargar a área destinada à biblioteca e incorporar espaços para exposições permanentes, para a dinamização de ações de formação e educação patrimonial, e para residência de investigadores visitantes e estagiários;
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Bibliotecas. A biblioteca do CAM é composta, atualmente, por quatro coleções: a coleção bibliográfica e fotográfica adquirida pelo CAM, a coleção Cláudio Torres, a coleção José Mattoso e a coleção Juan Zozaya. Os fundos encontram-se catalogados e parcialmente disponíveis para consulta no site de Internet do CAM (www.camertola.pt). Fisicamente encontram-se repartidos em três espaços: Biblioteca do Centro de Estudos Islâmicos e do Mediterrâneo; Biblioteca José Mattoso; e Biblioteca Juan Zozaya.
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Departamento de formação e educação, responsável Maria de Fátima Palma;
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Gabinete de Estudos sobre a Romanização, responsável Virgílio Lopes
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Gabinete de antropologia física e osteologia, responsável Clara Rodrigues;
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Gabinete de desenho arqueológico, responsável Marco Fernandes;
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Laboratórios de conservação, restauro e estudo de materiais arqueológicos, responsável Lígia Rafael;
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Residência de investigadores (instalações provisórias).
INVESTIGAÇÃO
Desde a sua criação em 1978, o CAM procurou desenvolver uma investigação científica multidisciplinar no âmbito das ciências sociais e humanas. Além de um interesse direto no que diz respeito à história e à arqueologia, os seus grupos de trabalho têm vindo também a dedicar-se à história local, ao património histórico, à herança artística e cultural, à museologia, à arquitetura vernacular e à antropologia.
Entre 2003 e 2007, o CAM foi uma Unidade de Investigação autónoma, inserida no Programa Plurianual de financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). No ano de 2007, o Campo Arqueológico de Mértola e o Centro de Estudos Arqueológicos das Universidade de Coimbra e Porto (atualmente denominado Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património – CEAACP) uniram-se na criação de uma única Unidade de Investigação destinada a potenciar e estimular o estudo histórico, artístico e arqueológico, numa perspetiva interdisciplinar. A este Centro veio a incorporar-se, em 2013, um grupo de investigadores da Universidade do Algarve.
O centro organiza-se assim em 3 polos (Universidade de Coimbra, Universidade do Algarve e Campo Arqueológico de Mértola) que se entrecruzam em 3 Grupos de Investigação (Arqueologia, Artes e Património Cultural) que desenvolvem 3 linhas temáticas (1. Memória da Terra, que inclui os temas Arquivos da Terra e Comunidades passadas: recursos, experiências e materialidades; 2. A imagem como material de origem e ferramenta de trabalho e 3. Cidadão e Ciência Participativa).
Para além de esta cooperação estratégica, o CAM e o CEAACP colaboram com outras unidades de investigação em Portugal e fora do país.
Repositório científico do CAM: https://comum.rcaap.pt/handle/10400.26/34258
LINHAS DE INVESTIGAÇÃO DO CAM
A Transição entre a Antiguidade Tardia e a Época Islâmica. Um dos debates mais acesos da historiografia atual incide sobre os processos de continuidade e descontinuidade entre estas duas épocas. Para tentar esclarecer algumas das questões que este debate coloca, o estudo centrar-se-á no território de Beja, especialmente em três locais onde decorrem escavações arqueológicas (Mértola, Beja e Moura).
Topografia Urbana da cidade de Mértola. Mértola, como plataforma de comunicações entre o interior do Alentejo e as rotas comerciais do Mediterrâneo, desempenha desde a Idade de Ferro um importante papel de centro urbano agregador de vários saberes e culturas. A sua posição estratégica no final das rotas mediterrânicas garantiu não só a sua existência ao longo de milhares de anos, como assegurou uma grande variedade de influências, claramente percetíveis na própria configuração da paisagem urbana. O estudo da evolução histórica do tecido urbano da vila de Mértola desde a Idade do Ferro até à contemporaneidade pode contribuir ativamente para a compreensão das dinâmicas urbanas da cidade no Mediterrâneo Ocidental.
Arqueologia Funerária. As necrópoles são indispensáveis para o conhecimento das sociedades do passado, tanto na sua caracterização sociocultural como bioantropológica, podendo esclarecer questões fundamentais sobre continuidades e ruturas de grupos humanos, especialmente quando se cruza a informação proveniente da investigação arqueológica e antropológica. Em Mértola foram escavadas necrópoles de vários períodos cronológicos que proporcionam uma oportunidade única para avaliar a evolução do mundo funerário desde a Antiguidade até aos nossos dias.
A cerâmica islâmica no Mediterrâneo. Na década de setenta do século passado, assistiu-se a um enorme crescimento da Arqueologia Medieval no Mediterrâneo. Nessa mesma altura iniciou-se o estudo sistemático das fontes materiais para a História do al-Andalus, tornando-se evidente, já na década de oitenta, que o estudo da cerâmica constitui um recurso incontornável pela quantidade e qualidade da informação que fornece. Duas linhas de trabalho consideram-se imprescindíveis; por um lado, a sistematização da informação surgida nos últimos anos no Gharb al-Andalus de modo a iniciar interpretações de síntese e, por outro lado, questionar os fenómenos de homogeneização da cerâmica no mundo mediterrâneo na Plena e Baixa Idade Média.
Etno-Arqueologia - O estudo social e histórico de comunidades rurais coligadas às cidades históricas é fundamental para conhecer as tradições convergentes/divergentes, que conferem identidade e afinidade à multiplicidade de povos de ambas margens do Mediterrâneo. Dois projetos são desenvolvidos nesta área: 1. Modo de vida rural mediterrâneo da comunidade camponesa de Mértola. A paisagem de Mértola é o âmbito geográfico de um modo de vida rural, que pressupomos manifesto numa diversidade cultural diacrónica que corresponde tanto aos imperativos dos períodos históricos como ao desenvolvimento das atividades tradicionais. 2. Arquitetura Rural do Sul de Portugal. Partindo do levantamento integral de alguns assentamentos rurais e edificações dispersas nas diversas subunidades do Portugal Mediterrânico, pretende-se caracterizar as diversas tipologias do património construído e a importância da relação entre a civilização e a paisagem.
PROJECTOS DE INVESTIGAÇÃO E VALORIZAÇÃO DO PATRIMÓNIO
No que diz respeito à arqueologia assinalamos as escavações programadas e de emergência na vila de Mértola e em outros locais do sul de Portugal (Alcoutim, Cacela Velha, Loulé), o levantamento da Carta Arqueológica do Concelho de Mértola, e os projetos de investigação financiados por diversas instituições nacionais e estrangeiras.
Projetos desenvolvidos no Campo Arqueológico de Mértola, enquanto instituição coordenadora ou parceira, financiados pelo Ministério de Ciência e do Ensino Superior (MCES): “Investigação em Arqueologia Medieval e Islâmica” (1987-1990); “Estudo Arqueológico do Bairro Islâmico da Alcáçova de Mértola” (1993-1996); “Mértola Islâmica. Recursos económicos e quotidiano” (1997-1999); “Mértola. História e arqueologia da Alta Idade Média” (2001-2003); “Reavaliação da diversidade mitocondrial europeia: distribuições das linhagens femininas no presente e no passado” (2003-2006, em colaboração com o IPATIMUP do Porto -POCTI/ANT/45139/2002); “Casa do Lanternim (Mértola) – Contributo para a história local” (2005-2007, POCI/HEC/60119/2004); “Alcáçova de Mértola: espaços, e funções entre a Antiguidade Tardia e a Reconquista Cristã” (2005-2007, POCI/HAR/60235/2004); “Necrópole Islâmica do Rossio do Carmo (Mértola)” (2005-2008, POCI/HAR/58884/2004); “Contributos para uma história do objecto: inscrições e graffiti do Portugal islâmico” (2007-2008); “Arquitecturas do Mar” (2011-2013; PTDC/AUR-AQI/113587/2009); “Projecto Estratégico - UI 281” (2011-2013, PEst-C/HIS/UI0281/2011 e 2014-2015, PEst-C/HIS/UI0281/2014); “Arquitecturas do mar” (1/2/2011 a 29-9-2014; PTDC/AUR-AQt/113587/2009); “Plano de Recuperação” (2016-2018, UID/ARQ/00281/2016); Projeto de Investigação Plurianual do CEAACP (2020-2024, UIDB/00281/2020).
Projetos “LIMUS - Transferencia tecnológica para el libre acceso a museos y espacios arqueológicos en Extremadura y Alentejo basado en dispositivos móviles” [0246_LIMUS_4_E] e ECLIMUS Extensão e capacitação do projeto LIMUS - Transferencia tecnológica para el libre acceso a museos y espacios arqueológicos en Extremadura y Alentejo basado en dispositivos móviles” financiado pelo programa Interreg POCTEP.
Projetos financiados pelo programa PNTA do Instituto Português de Arqueologia: “Escavações arqueológicas em Mértola, 1999-2002” e “Mértola e o seu Território na Antiguidade e na Idade Média. Trabalhos Arqueológicos em Mértola 2003-2006”.
Projetos de Investigação Plurianual em Arqueologia (PIPA) aprovados pelo Património Cultural I.P.: “MERTOLATER – Mértola e o seu território: povoamento e cultura material” (2016-2019); “Intervención Arqueológica en Cercas das Alcarias de Mesquita (Mértola, Portugal). De Hispania a al-Andalus: arabización, islamización y resistencias en el ámbito rural (IACAM)”, “PIPA MERTOLATER 2024 "Mértola e o seu território: arqueologia, história e património" (01/07/2020 a 30/06/2024) e Mértola e o seu território: 50 anos de arqueologia, história e património (MERTOLATER 2029, 2025-2029).
Para além destes, o CAM colaborou com os projetos de Investigação plurianual em Arqueologia: “Muçulmanos e Cristãos em Cacela Medieval: território e identidades em mudança”, CACELA2018 (2018-2022); “SACCA – Da Pré-história Recente ao Medieval Islâmico: antigas ocupações humanas no Cerro do Castelo de Alferce” (20/07/2020 a 30/06/2024); e nos projetos “Industria y comercio en al-Andalus: siglos XII-XV” - INCOME (A-HUM-040-UGR18/P18-FR-2046) promovido pela Universidade de Granada (2020-2023); Proyecto I+D Globalm (Almería Global) - Material Culture Network. Universidad de Almería (2022-2024) e Proyecto I+D Maqbara. Arabización, islamización y resistencias a partir de los espacios cementeriales del SE de al-Andalus (MAQBARA) da Universidad de Granada (2022-2024).
Projetos financiados no âmbito do FEDER: IMAGOS - “Innovative Methodologies in Archaeology, Archaeometry and Geophysics – Optimizing Strategies” (2013-2015, QREN n.º ALENT-07-0224-FEDER-001761);
Em relação à História Local, destaca-se o projeto “Investigação Documental em História Local de Mértola” (1989-1993), com o apoio do MCES, e a reorganização e a abertura ao público do Arquivo Histórico Municipal.
No âmbito do estudo e valorização do património, o Campo Arqueológico de Mértola tem desenvolvido diversos projetos de âmbito nacional e internacional, entre os quais podemos referi: “Imaginária Religiosa do Concelho de Mértola – Inventário, estudo e organização museografia” (1991-1994); “O Casco Urbano de Mértola – Vectores Históricos de Organização Funcional” (1991-1994) e “Património edificado e tecnologias tradicionais de construção” (1997-2000) apoiados pelo MCES; projeto “RESIDE. Circuitos da Romanização” financiado pela Comissão Europeia (programa Ecos-Overture) durante os anos de 2000-2001; “Património histórico-arqueológico de Niebla e Mértola” – PATNIME promovido pela Câmara Municipal de Mértola, pelo Campo Arqueológico de Mértola e pela Universidade de Huelva e financiado pelo programa comunitário INTERREG IIIA (2004-2006); “Inventário e estudo das cerâmicas islâmicas do Museu de Mértola” (2005-2006) financiado pela Câmara Municipal de Mértola e pela Rede Portuguesa de Museus; “ARQUEOCULTURA – Salvaguarda e Valorização dos Recursos Arqueológicos, Patrimoniais e Culturais” promovido pela Câmara Municipal de Mértola, Câmara Municipal de Moura e Ayuntamiento de Aroche (Huelva-Espanha) e financiado pelo programa comunitário INTERREG IIIA” (2006-2008); o projecto “Route des Marchands, Villes des Marchés en Méditerranée Connaissance et valorisation des anciennes routes commerciales maritimes et terrestres dans le Bassin Méditerranéen depuis la période romaine jusqu'à nos jours – MERCATOR“, financiado pelo Programa Interreg IIIB Medoc (2006-2008); Projeto “Casa José Mattoso: Centro de Documentação e de Investigação” (2010-2012); “Entre Roma e o Islão: estudo e valorização do património arquitectónico da Antiguidade Tardia no Alentejo” (2011-2015; ref. Nº ALENT-03-0347-FEDER-000749); ArqueologiainPROGRESS – Turismo Arqueológico em Mértola, Ref. ALENT-o8-2114-FEDER-000214 financiado no âmbito do programa Alentejo 2020 (01/09/2019-31/08/2022); 3 projetos sobre Património Religioso do Concelho de Mértola (2019-2022) financiados pelo programa Património Natural e Cultural Domínio do Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC) nº ALT20-41-2019-12); e “Presente ao Passado, Turismo Arqueológico no Alentejo”, do programa Linha de Valorização Turística do Interior do Turismo de Portugal (1/6/2021 e 30/6/2023).
Para além destes, o CAM foi também parceiro nos projetos “SIN_PAR - Sistema de Innovación para el Patrimonio de la Andalucía Rural”, e SIT_PAR (Sistema de Innovación Turística para el Patrimonio de la Andalucía Rural) do Instituto Andaluz del Patrimonio Histórico, financiados com fundos FEDER 2014-2020 (2021-2022).
Sobre a atividade científica em antropologia cultural, os trabalhos mais relevantes consistem no levantamento e revitalização da tecelagem tradicional e nos projetos de investigação “Poejo, Mantas e Pão – um estudo de etno-tecnologias” (1992-1994) e “Mudança social e práticas alimentares no Concelho de Mértola (1960-1990)" (1997-2001), apoiados pelo MCES; e “A Arquitetura Tradicional da Vila e do Termo de Mértola: Património Construído e Turismo Cultural” (2014-2015; ref. Nº ALENT-05-0347-FEDER-002144) financiados pelo programa INALENTEJO.
As atividades científicas do CAM têm permitido também organizar diversas reuniões científicas de importância internacional, a saber: IV Conferência Internacional "A Cerâmica Medieval no Mediterrâneo", Lisboa, 1987; "Hábitos alimentares e formas de habitar na Idade Media ", Mértola, 1993; "Lisboa, encruzilhada de Muçulmanos, Judeus e Cristãos", Lisboa, 1997; "Portos Medievais do Mediterrâneo”, Mértola, 2001; “Al-Ândalus Espaço de Mudança”, Mértola, 2005; Encontro de homenagem ao Professor Doutor António Borges Coelho, Mértola, 2007; “Trade in the Ancient Mediterranean: Objects of Exchange”, Mértola, 2007; Encontro de homenagem ao Professor Doutor José Mattoso, Mértola, 2008; “O Gharb Al-Ândalus. Problemáticas e novos contributos em torno da cerâmica Mértola”, 2009; Encontro Científico “Leituras do Sul Cristão” Mértola, 2010; Encontro “Sabores do Mediterrâneo. Alimentação e gastronomia medievais”, Mértola, 2011; Conferência internacional “Diálogo e Cidadania no Mediterrâneo” organizada em Mértola pela Rede Portuguesa da Fundação Euro-Mediterrânica Anna Lindh, a MultiCulti – culturas do Mediterrâneo e pelo Campo Arqueológico de Mértola, 2011; Encontro científico “Acervos patrimoniais: novas perspectivas e abordagens” em homenagem ao Professor Doutor José Mattoso, Mértola, 2012; “X Congresso Internacional da Cerâmica Medieval no Mediterrâneo” realizado entre os dias 22 e 27 de Outubro de 2012, em Silves e Mértola; Mesa redonda, intitulada “Desenvolvimento, Património e Mundo Rural”; Homenagem ao Doutor Cláudio Torres, realizada na Associação para a Defesa do Património de Mértola no dia 20 de Abril de 2013; Mesa redonda intitulada “O Mediterrâneo Islâmico e Medieval: balanço e novas perspectivas”; Homenagem ao Doutor Cláudio Torres, realizada na Faculdade de Letras de Universidade de Lisboa no dia 19 de Abril de 2013; Conferência Internacional “Arqueologia, História e Património: as Fortificações do Ocidente, realizada em Mértola, no dia 15 de Maio de 2013; Encontro Luso – Tunisino: Arqueologia, história e património, realizado em Coimbra, no dia 24 de maio de 2013, no Instituto de Arqueologia da Universidade de Coimbra; “O Mediterrâneo e o Sul Ibérico na Época Medieval: Cultura, Identidade e Património. Séculos V–XV”, organizado em Évora pelas Universidades de Évora, Lisboa e Algarve e pelo Campo Arqueológico de Mértola, nos dias 22 e 23 de Maio de 2014; “8éme colloque d’histoire luso-marocaine” intitulado “Entre les deux rives de la Méditerrané aux époques médiévale et moderne”, realizado em Mértola, os dias 30 e 31 de Outubro e 1 de Novembro de 2014; V encontro da Rede BRASPOR “Entre Rios e Mares: um Património de Ambientes, História e Saberes” que teve lugar nos dias 5 a 8 de Outubro de 2015 em Mértola; Congresso Internacional “Los orígenes de la expansión europea. Ceuta, 1415”, que teve lugar em Ceuta nos dias 1 a 3 de Outubro de 2015; “1º Congresso Internacional Arquitectura Tradicional no Mediterrâneo Ocidental”, organizado em Mértola pelo Campo Arqueológico de Mértola, Universidade do Algarve e Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património (CEAACP) nos dias 13 a 15 de Maio de 2015; “Encontro com a História” que teve lugar em Mértola os dias 17 e 18 de Junho de 2016, o Encontro Internacional “Portas do Mediterrâneo. Margens, espaços, confrontos e contactos | Portes de la Méditerranée. Marges, espaces, confrontations et contactes”, que teve lugar em Mértola os dias 11 e 12 de Maio de 2017; Encontro Internacional “40 anos de investigação para o desenvolvimento, que teve lugar em Mértola os dias 25 e 26 de Maio de 2018; o Encontro Internacional “O Território e a Gestão dos Recursos entre a Antiguidade Tardia e o Período Islâmico”, nos dias 10 e 11 de Maio 2019; Homenagem a Filomena Barros: Quando o vizinho é o outro: encontros, desencontros, curiosidade e partilha. Mértola, Cine-Teatro Marques Duque, 13 e 14 de maio de 2022; II CIATMO – Povoações alcandoradas Arquitetura e paisagem II Congresso Internacional - “Arquitetura Tradicional no Mediterrâneo Ocidental“, Mértola, 11, 12 de setembro de 2020; Jornadas Internacionais Terra, Pedras e Cacos do Garb al-Andalus, organizado nos dias 23, 24 e 25 de Janeiro de 2020; 5e congrès international sur « Les trésors humains vivants et la gestion durable de l’Environnement et des ressources culturelles touristiques : Approches de l’intelligence territoriale pour le développement des oasis et des zones de montagnes et des espaces ruraux maghrébins, africains et euro-méditerranéens », organizado em Ouarzazate (Marrocos), nos dias 15 a 17 de junho de 2019; Congresso de Homenagem “Filomena Barros, In Memoriam – Todas as Minorias, Toda a História”, 2 a 4 de junho de 2022; Laboratório colaborativo: Dinâmicas Urbanas, Património, Artes. VIII Seminário de Investigação, Ensino e Difusão. Mértola, 14 e 15 Out 2022; Seminario Internacional “Maqbara I: Espacios, rituales y ceremoniales funerarios islámicos desde sus orígenes hasta el presente", Granada 15 e 16 de março de 2023; Colloque luso-tunisien, L'esprit du lieu et l'organisation de l'espace en Méditerranée : Rencontres de l'histoire et de l'archéologie, de l'architecture et du paysage Tunis, 30 setembro 2022; “Novos e velhos olhares em torno da cerâmica medieval”, Tavira. 14 e 15 Abril de 2023; Jornada Internacional de Difusão e Valorização do Património Arqueológico, Mértola, 17 e 26 de junho de 2023; International Conference Water heritage in the Western Mediterranean “The landscape and water collection, distribution and management systems”, Loulé, 12 e 13 Outubro de 2023; Seminário Internacional “Do Šharq ao Garb: Espaços funerários, sociedade e urbanismo do al-Andalus (Maqbara II)”, Mértola, 16 a 18 de Maio de 2024; Workshop hispano-luso, “Fronteira e conflito nos espaços ibéricos (séculos XIX-XX) .Frontera y conflicto en los espacios ibéricos (siglos XIX-XX)”, Mértola, 25 e 26 de Outubro 2024; e Seminário internacional “Medinas e o seu alfoz do Garb al Sharq al-Andalus”, no âmbito do 13º Festival Islâmico de Mértola, 31 de Maio e 1 de Junho de 2025.
FORMAÇÃO SENSIBILIZAÇÃO PATRIMONIAL
Na área de formação o CAM promoveu os seguintes cursos: Formação de Técnicos de Turismo Cultural (Nível V, 1992-1993); Restauro e Conservação e o Curso de desenho de cerâmica arqueológica (2000-2001), apoiados pelo IEFP; e diversos Cursos Livres sobre cerâmica islâmica, sistemas de informação geográfica (SIG), desenho arqueológico, Ilustração para Interpretação e Divulgação de Património, zooarqueologia, fotografia, etc.
Entre 2015 e 2016 realizou ainda o curso livre “Patrimónios do Mediterrâneo / Patrimoines de La Méditerranée” em colaboração com as Universidades do Algarve, Évora e Nova de Lisboa.
Tem colaborado, igualmente, com diversas instituições do ensino superior na formação avançada, participando, em parceria, em vários programas de mestrado e doutoramento. Durante 2008 e 2010 foi organizado, em Mértola, o Mestrado “Portugal Islâmico e o Mediterrâneo” em parceria com a FCHS da Universidade do Algarve. Este curso fundiu-se em 2011 com um outro promovido pelas Universidades de Lisboa e Évora, dando lugar ao programa “História do Mediterrâneo Islâmico e Medieval”.
Os investigadores do Campo Arqueológico de Mértola colaboram também com mestrados nas universidades Nova de Lisboa, do Algarve, de Coimbra, de Huelva e Sevilha. Paralelamente, doutorandos de diversas Universidades têm o CAM como instituição de acolhimento para o desenvolverem as suas dissertações. Destacamos os projetos de pós-doutoramento do Doutor Tobias Vilhena da UNICAMP (Campinas, Brasil) e do Doutor Virgílio Martins Lopes (Academia Pontifícia do Vaticano); e os projetos de doutoramento de Ana Costa Rosado (Universidade de Sevilha), Maria de Fátima Gomes da Costa Rodrigues Palma (Universidade de Granada), Emna Bouawel da Universidade de La Manouba (Tunísia) e Andreia Rodrigues (Universidade de Évora).
Por outro lado, o CAM recebe regularmente investigadores e estagiários das mais diversas proveniências, distinguindo-se, pela regularidade e número de investigadores, os estágios de doutores e doutorandos provenientes das Universidades de Sevilha (doutores Blanca del Espino Hidalgo, José Adolfo Herrera Martín, Pedro M. Martínez Lara e Victoria Domínguez Ruiz e os doutorandos, na altura do estágio, Inmaculada Martín Portugués, Damián Macias Rodríguez e Vidal Gómez Martínez); de Granada (Sonia Villar; Mª del Carmen Jiménez Roldán); da Complutense de Madrid (doutorando, na altura do estágio, Rocío Álvaro Sánchez); de Huelva (mestranda Alicia Lira Felix); de Lyon2 (mestrandos José María Moreno Narganes e Pierre-Lou Shong e doutoranda Pauline de Keukelaere); Musé du Louvre (Doutora Claire Déléry); e de La Manouba (doutorandos, na altura do estágio, Houssemeddinn Chachia, Msellem Zied, Sana Tamzini, Raja Chaabeni, Cyrine Ben Ghachem e Emna Bouhawel).
O CAM realiza anualmente Campos de Trabalho em arqueologia na Alcáçova do Castelo com o intuito de promover a sensibilização, divulgação e aprendizagem da prática arqueológica destinada a jovens entre os 16 e 30 anos provenientes de diversos países e do próprio concelho Mértola.
No âmbito da Educação Patrimonial, desde 2010, o CAM, em colaboração com o Museu de Mértola, tem vindo a realizar vários atelieres temáticos, destinados a alunos do pré-escolar e 1º ciclo do Agrupamento de Escolas de Mértola.
Entre os ateliers realizados destacamos: Atelier “Vamos escavar”; Atelier “Vamos conhecer os ossos humanos”; Atelier “Vamos ao laboratório de conservação”; “Conservação e restauro de cerâmica arqueológica”; “Semana do Património”.
No âmbito da sensibilização patrimonial, o Campo Arqueológico de Mértola tem realizado ainda diversas atividades, como ocorre no Festival Islâmico de Mértola (evento bianual).
Ao longo do ano promove o “Ciclo de Conversas sobre a arqueologia, património e história de Mértola”.
Em 2017 e 2018 desenvolveu o projeto “Arqueologia para Todos” no qual foram desenvolvidas as seguintes atividades: “Museu Vivo. O Museu sai à rua” (exposição de peças arqueológicas em diversos locais da Vila de Mértola); “Arqueologia pública. Encontro entre os arqueólogos e a comunidade”; “Da escavação ao Museu. Arqueologia para todos”; “Oficinas de ciência” abertas à participação de toda a comunidade (crianças, jovens e adultos).
DIFUSÃO DO PATRIMÓNIO E MUSEOGRAFIA
No âmbito do estudo e a valorização do património, o Campo Arqueológico de Mértola tem colaborado no processo de Candidatura de Mértola à Lista do Património Mundial da UNESCO e tem desenvolvido diversos projetos, de âmbito nacional e internacional, entre os quais podemos destacar: “Projeto Integrado de Mértola”, financiado pelo Fundo de Turismo (1994-2001); “Projeto REVA (Rede Europeia de Vilas Arqueológicas) ”, financiado pelo Artigo 10 do FEDER (1997-2000); Projeto “Portos Antigos do Mediterrâneo”, inserido no programa “Portugal – Espanha – Marrocos sobre Ordenamento do Território e Património Cultural”, projeto-piloto financiado pelo artigo nº 10 do FEDER (1999-2001); Projeto “Rede de Centros Históricos de Influência Islâmica”, inserido no programa “Portugal – Espanha – Marrocos sobre Ordenamento do Território e Património Cultural”, projeto-piloto financiado pelo artigo nº 10 do FEDER (1999-2001); o projeto “Espaço de memória – tempo de futuro. Projeto Integrado do Campo Arqueológico de Mértola” (2010-2014, ref. Nº ALENT-05-0347-FEDER-000401), financiado pelo programa INALENTEJO; “Projeto Integrado do Património de Mértola” financiados pelo programa INALENTEJO (2011-2014; ref. Nº ALENT-05-0347-FEDER-000742); “Conservação, valorização e divulgação do património arqueológico da Encosta do Castelo de Mértola”, financiado pelo programa INALENTEJO (2014-2015; ref. Nº ALENT-05-0347-FEDER-002035).
MUSEOLOGIA E MUSEOGRAFIA
No que se refere à museologia e museografia, destaca-se a instalação do Núcleo Central do Museu de Mértola (Igreja da Misericórdia, 1979-1994), o "Projecto de Museologia Local" (1987-1990) financiado pelo MCES; a conceção e a montagem dos núcleos do Museu de Mértola: “Casa Romana” (1988), “Castelo” (1991), "Basílica Paleocristã" (1993), "Tecelagem" (1998), "Ermida e Necrópole de São Sebastião" (1999), "Oficina do Ferreiro" (2001), "Porta da Ribeira - Arte Sacra" (2001) e "Arte Islâmica" (2001), “Circuito de visitas da Alcáçova do Castelo de Mértola” (2008), “Casa de Mértola” (2011), “Núcleo do Mosteiro” (2011), “Museu de Alcaria dos Javazes” (2012), Arrabalde Ribeirinho (2014); “Casa Islâmica” (2015) e “Mesquita igreja matriz” (2016).
O Campo Arqueológico de Mértola promove exposições temporárias e itinerantes e colabora com outras entidades noutras exposições. Entre as exposições promovidas pelo CAM destacamos: “Mértola o último Porto do Mediterrâneo”; “Os Signos do Quotidiano. Gestos, marcas e símbolos no al-Ândalus”, exibida em Mértola entre 6 de Maio e 31 de Dezembro de 2011, em Tavira entre Maio e Outubro de 2012, em Silves de Outubro de 2012 a Setembro de 2013 e no Museu dos Loios de Santa Maria da Feira entre 27 de Julho e 6 de Setembro de 2015; “Arquitectura de Mértola Entre Roma e o Islão”; “No extremo do al-Ândalus: Mértola e o Guadiana”, e “Arquitetura Tradicional da Vila e do Termo de Mértola”.
Entre as exposições temporárias promovidas por outras instituições em que o Campo Arqueológico de Mértola tem colaborado, destacamos a participação no Catálogo-Exposição “Por Terras da Moura Encantada” organizado pelo Programa de Incremento do Turismo Cultural da Direcção Geral de Turismo e pelo Museum With no Frontiers (1997-2001); no projecto “Discover Islamic Art” organizado pelo Museum With no Frontiers (programa Euromed, 2005-2007); o Website do Museu de Mértola: www.museudemertola.pt (2007-2008); a Exposição temporária “A Construção revela-se à cidade” inaugurada em Beja no dia 31 de Maio de 2013 e a exposição temporária “Yabura Uma cidade de al-Andalus”, realizada pela Câmara Municipal de Évora no Convento dos Remédios de 16 de Abril a 4 de Setembro de 2015.
Para além da sua atividade científica, o CAM, motivado pela sua vocação de serviço público, tem colaborado em diversas ações de desenvolvimento local.
PUBLICAÇÕES
O projeto editorial do CAM ultrapassa, no presente momento, as sete dezenas de títulos publicados, dos quais se podem destacar: a revista “Arqueologia Medieval” (14 números publicados); diversas actas de colóquios e seminários; diversas monografias científicas; uma série dedicada a estudos e documentos; os catálogos do Museu de Mértola e de algumas exposições itinerantes; para além de outras publicações de divulgação.
| Autor | Título |
Ano |
|---|---|---|
|
Ângela Luzia, Isabel Magalhães, Cláudio Torres |
Mantas tradicionais do Baixo Alentejo [caderno nº 1 do CAM] |
1984 |
|
Rui Santos |
O socorro aos lavradores de Mértola em 1792 [caderno nº 2 do CAM] |
1987 |
|
Cláudio Torres |
Cerâmica Islâmica Portuguesa: catálogo |
1987 |
|
António Pena, Luís Gomes, José Cabral |
Fauna e flora de Mértola: uma perspectiva ecológica do concelho [caderno nº 3 do CAM] |
|
|
Cláudio Torres; Luís Alves da Silva |
Mértola - Vila Museu |
1989 |
|
VáriosAutores, Luís Alves da Silva, Rui Mateus (coord.) |
A Cerâmica Medieval no Mediterrâneo Ocidental. Lisboa, 16-22 de Novembro de 1987 |
1991 |
|
Vários |
Arqueologia Medieval n.º 1 |
1991 |
|
Vários |
Museu de Mértola - I Núcleo do Castelo |
1991 |
|
Vários |
Arqueologia Medieval n.º 2 |
1993 |
|
Vários |
Arqueologia Medieval n.º 3 |
1993 |
|
Cláudio Torres (Coord) |
Museu de Mértola - Basílica Paleocristã |
1993 |
|
Cláudio Torres; Joaquim Boiça |
A Cabeça do Relicário de Casével |
1995 |
|
Joaquim Boiça; Maria de Fátima Barro |
As Terras as Serras e os Rios. As Memórias Paroquias de 1758 do Concelho de Mértola |
1995 |
|
Vários |
Arqueologia Medieval n.º 4 |
1996 |
|
Joaquim Boiça; Maria de Fátima Barros; Celeste Gabriel |
As Comendas de Mértola e Alcaria Ruiva : as visitações e os tombos da Ordem de Santiago (1482-1607) |
1996 |
|
Santiago Macias |
Mértola Islâmica |
1996 |
|
Vários |
Arqueologia Medieval n.º 5 |
1997 |
|
Vários |
Mértola -Por José Rodrigues; Luís Pavão; António Cunha e Mariano Pizarra |
1997 |
|
Helena Alves |
Minas de S. Domingos Génese, Formação Social e Identidade Mineira nº3 |
1997 |
|
Cláudio Torres; Santiago Macias |
Revista Turística |
1997 |
|
Santiago Macias; Cláudio Torres |
Catálogo da Exposição " O Islão entre o Tejo e Odiada " |
1998 |
|
Joaquim Boiça |
Imaginária de Mértola |
1998 |
|
Vários |
Arqueologia Medieval n.º 6 |
1999 |
|
Joaquim Boiça; Virgílio Lopes (Coord.) |
Museu de Mértola - A Necrópole e Ermida da Achada de S. Sebastião |
1999 |
|
Vários |
Arqueologia Medieval n.º 7 |
2001 |
|
Vários |
Efeitos sociais do património à escala local. Mértola, 27 e 28 Abril 2001. Caderno de Resumos do Seminário |
2001 |
|
Cláudio Torres ; Santiago Macias (Coord) |
Museu de Mértola – Arte Islâmica |
2001 |
|
Joaquim Boiça (coord) |
Museu de Mértola – Porta da Ribeira – Arte Sacra |
2001 |
|
Vários |
Mértola – Mesquita / Igreja Matriz |
2002 |
|
Susana Gómez Martínez; Claire Delery |
Museu de Mértola - Cerâmica de Corda Seca de Mértola |
2002 |
|
Vários |
Arqueologia Medieval n.º 8 |
2003 |
|
Cláudio Torres; Santiago Macias |
Museu de Mértola – Guia do Museu de Arte Islâmica |
2003 |
|
Virgílio Lopes |
Mértola na Antiguidade Tardia |
2004 |
|
Cláudio Torres |
O Vaso de Tavira |
2004 |
|
Vários |
Arqueologia Medieval n.º 9 |
2005 |
|
Susana Gómez Martínez (coord.) |
Al-Ândalus Espaço de mudança: balanço de 25 anos de história e arqueologia medievais. [Homenagem a Juan Zozaya Stabel-Hansel] |
2005 |
|
Santiago Macias |
Siria |
2005 |
|
Susana Gómez e Fátima Palama (coord) |
Niebla e Mértola: na confluência de dois territórios |
2006 |
|
Santiago Macias |
Mértola O último porto do Mediterrâneo |
2006 |
|
Vários |
Arqueologia Medieval n.º 10 |
2008 |
|
Cristina Garcia |
Cacela Terra de Levante |
2008 |
|
Santiago Macias |
O Mar do Meio |
2009 |
|
Vários |
Arqueologia Medieval n.º 11 |
2010 |
|
Nádia Torres |
O Desenho na Cerâmica Islâmica de Mértola |
2011 |
|
Cláudio Torres [et. al] |
Mesquita – Igreja de Mértola |
2011 |
|
Susana Gómez Martínez (coord.) |
Os signos do quotidiano. (Catálogo da Exposição) |
2011 |
|
Virgílio Lopes, Susana Gómez Martínez, Lígia Rafael (coord.) |
Museu de Mértola. Arrabalde Ribeirinho |
2012 |
|
Virgílio Lopes (coord.) |
Museu de Mértola Casa Romana |
2012 |
|
Maria de Fátima PALMA |
Carta Arqueológica do Concelho de Mértola |
2012 |
|
Vários |
Arqueologia Medieval nº 12 |
2012 |
|
Filipa Medeiros et al. (coord.) |
Acervos patrimoniais: novas perspetivas e abordagens: atas/conferência |
2012 |
|
Isabel Cristina Ferreira Fernandes (coord.) - |
Fortificações e território na Península Ibérica e no Magreb (séculos VI a XVI) |
2013 |
|
Nádia Torres (coord.) |
Mértola nos nossos cadernos |
2014 |
|
Susana Gómez Martínez (coord.) |
Museu de Mértola Catálogo Geral |
2014 |
|
Susana Gómez Martínez (coord.) |
Mértola Museum. General Catalogue |
2014 |
|
Susana Gómez Martínez, Santiago MACIAS, Virgílio LOPES (coord.) |
O Sudoeste peninsular entre Roma e o Islão. Southwestern Iberian Peninsula between Rome and Islam. |
2014 |
|
Susana Gómez Martínez |
At the furtherst point of al-Andalus. Mértola and the Guadiana. |
2014 |
|
Susana Gómez Martínez (coord.) |
Memória dos Sabores do Mediterrâneo |
2014 |
|
Susana Gómez Martínez |
Cerámica Islámica de Mértola. |
2014 |
|
Maria José Gonçalves, Susana Gómez Martínez (coord.) |
Proceedings of 10th International Congress on Medieval Pottery in the Mediterranean, Silves, T. |
2015 |
|
Miguel Reimão Costa (coord.) |
Traditional Architecture in the Western Mediterranean. 1st International Conference. |
2015 |
|
Miguel Reimão Costa (coord.) |
Mértola. Architecture in the town and its Territory |
2015 |
|
Maria de Fátima Palma, Clara Rodrigues (eds. lit.) |
Caderno do pequeno arqueólogo |
2016 |
|
Maria de Fátima Palma, Clara Rodrigues (eds. lit.) |
Mértola da escavação ao museu |
2016 |
|
Vários |
Arqueologia Medieval nº 13 |
2016 |
|
Vários |
Arqueologia Medieval nº 14 |
2018 |
|
Maria de Fátima Palma e Virgílio Lopes (coord.) |
O Território e a gestão dos recursos entre a Antiguidade Tardia e o período islâmico |
2020 |
|
Vários |
Arqueologia Medieval nº 15 |
2020 |
|
Vários |
Povoações Alcandoradas. Arquitetura e Paisagem. 2.º Congresso Internacional Arquitetura Tradicional no Mediterrâneo Ocidental. |
2021 |
|
Joaquim Boiça |
Caminhos da Religiosidade no Concelho de Mértola |
2023 |
|
Vários |
Mantas tradicionais do Baixo Alentejo |
2023 |
Opção A SÓCIOS E COLABORADORES
Opção A SÓCIOS E COLABORADORES
DOUTORADOS
Ana Rosado
Bilal Sarr
Cláudio Torres
Conceição Lopes
Cristina Garcia
José Antonio González Salgado
Miguel Reimão Costa
Santiago Macias
Susana Gómez Martínez
Virgílio Lopes
MESTRES
Andreia Rodrigues
Clara Rodrigues
Maria de Fátima Palma
Lígia Rafael
Nádia Torres
Paula Rosa
LICENCIADOS
Marco Fernandes
Filipe Gomes
Sandra Rosa
TÉCNICOS
Adriano Fernandes
Guilhermina Bento
Nélia Romba
Rita Castilho
Rute Fortuna
IN MEMORIAM
António Borges Coelho
António Batista
Francisco Gómez Toscano
José Filipe
José Mattoso
Juan Zozaya
Manuela Barros
Dr. Monteiro (Mecenas falecido em 2004)
COLABORADORES DOUTORADOS
Claire Déléry
Emna Bouhawel
Helena Catarino
Hermenegildo Fernandes
Jacinta Bugalhão
James Boone
João Pedro Bernardes
Juan M. Campos
Luís Filipe S. D. de Oliveira
Manuel Retuerce
Marco Liberato
Maria João Valente
Mário Barroca
COLABORADORES MESTRES
Alexandra Lima
Ana Paula Amendoeira
Constança Santos
Gonçalo Lopes
Isabel Cristina F. Fernandes
Isabel Inácio
Jaquelina Covaneiro
Maria Catarina Coelho
Maria José Gonçalves
Maria Ramalho
Rocio Álvaro
Sandra Cavaco
Teresa Ricou
COLABORADORES LICENCIADOS
Conceição Amaral
Francisco Mota Veiga
Joanna Freer
Joaquim Boiça
Maria de Fátima Barros
Margarida Ramalho
Pedro Barros