Ex-líbris, de entre os livros, o LIVRO

Todos os meses a Biblioteca do CAM destaca uma obra pertencente ao Fundo Especial, tendo em vista a promoção e a difusão de um acervo documental com características únicas, quer pelo seu carácter inédito, quer pelo seu valor patrimonial.

Ex-Líbris do Mês de Julho 2012

SILVÉRIO, Carla Alexandra Serapicos de Brito - Representações da realeza na cronística medieval portuguesa : a dinastia de Borgonha. Lisboa : Colibri, 2004. 178, [1] p.

“Considerando as imagens produzidas sobre a dinastia de Borgonha na cronística elaborada em Portugal entre as décadas de 40 do século XIV e os inícios do século XVI por letrados leigos, ligados maioritariamente ao serviço de corte, em especial depois da criação do cargo de cronista mor do reino, procura-se analisá-las enquanto representativas dum discurso político-ideológico em que a memória régia do reino funciona como um dispositivo essencial de legitimação da própria instituição monárquica”

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Ex-Líbris do Mês de Junho 2012

COLLOQUE INTERNATIONAL DU CENTRE NATIONAL DE LA RECHERCHE SCIENTIFIQUE, Paris, 1990 - L'Europe héritière de l'Espagne wisigothique: colloque international du CNRS tenu à la Fondation Singer-Polignac (Paris, 14-15 mai 1990) : actes. Madrid: Casa de Velázquez, 1992. 443, [3] p. ISBN 84-86839-33-5

Atas do Colóquio Internacional do CNRS de 1990, realizado em Paris, dedicado à herança da cultura e civilização visigóticas na restante Europa, sobretudo na Espanha e França. O século de vigência do reino visigótico de Toledo é considerado uma etapa fundamental na formação da civilização medieval e moderna na Europa. As várias comunicações debruçam-se sobre aspetos de história religiosa, de identidade nacional, de história da nobreza, de arte, de literatura, entre outros.

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Ex-Líbris do Mês de Maio 2012

DAWSON, Christopher, 1889-1970 - A formação da Europa. Trad. de João Dias Pereira. Braga: Livraria Cruz, 1956. 348, [2] p.: il.; 19 cm. (Critério. Série de História; 31)

Nesta obra o autor sustenta que o nascimento da Europa se deu na Idade Média, considerando que o século XI marca o fim da Idade das Trevas e o aparecimento da cultura ocidental. Para Dawson, são quatro os elementos que constituem a civilização europeia: a tradição política do Império Romano; a tradição religiosa da Igreja Católica; a tradição intelectual da literatura clássica e as tradições nacionais dos povos bárbaros. Dawson conclui afirmando que a unidade da civilização europeia não se fundamenta na cultura secular e no progresso material dos últimos séculos, mas em tradições que se desenvolveram antes do humanismo e dos feitos da civilização moderna.

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Ex-Líbris do Mês de Abril 2012

MORENO, Humberto Baquero - Tensões sociais em Portugal na Idade Média. [S.l.] : Athena, [1975?]. 193, [6] p.

“Reunimos nesta colectânea um conjunto de trabalhos de investigação histórica que se situam numa determinada temática de carácter social. Visou o nosso propósito, ao dá-los a conhecer, a análise da sociedade medieval encarada através das diversas tensões que a caracterizaram no seu processo evolutivo. Pondo antecipadamente de lado o conceito duma organização da sociedade em extractos sociais submetidos a uma «ordem» pré-estabelecida, aparentemente estática, procurámos sobretudo detectar os modos de reacção ou de convulsão que a afectaram. Assim cada um dos estudos obedeceu fundamentalmente ao propósito de se encontrarem os factores responsáveis pelo desencadear das tensões sociais (...) Saliente-se, contudo, o forte antagonismo existente entre as classes e os grupos inseridos no contexto social.” (Palavras do autor na introdução).

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Ex-Líbris do Mês de Março 2012

COELHO, P. M. Laranjo - Terras de Odiana : subsídios para a sua história documentada. - Coimbra: Imprensa da Universidade, 1924. – 411 p.: il.

“Este volume, início de uma grande série de estudos sobre a geografia e história regionais da parte norte da antiga província de Odiana, ficará constituindo uma modesta e já prometida contribuição para esse fim, um pequeno núcleo de subsídios para a história de uma região, que para além de ser portuguesa, tem para nós o especial interesse de quem lá nasceu […]” (COELHO, 1924: 1-2). Embora este tenha sido o único volume a ser publicado, aqui se descreve a história regional dos atuais concelhos de Marvão e Castelo de Vide, retratando gentes e costumes, desde os tempos pré-históricos ao início do século XX.

Trata-se da primeira edição, rara, da qual se editaram apenas 100 exemplares.

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Ex-Líbris do Mês de Fevereiro 2012

DUBY, Georges - O tempo das catedrais: a arte e a sociedade, 980-1420. - Lisboa: Estampa, 1979. - 314, [3] p.: il.; 21 cm. - (Imprensa universitária; 8)

Ao longo dos três textos que compõem a presente obra – o Mosteiro 980-1130, a Catedral 1130-1280 e o Palácio 1280-1420 – o autor analisa os contextos sociais e culturais que presidiram à criação artística no Ocidente entre os séculos X e XV. A evolução da arte e da arquitetura é, assim, encarada através da evolução das mentalidades, da sociedade, e do poder político e religioso ao longo de três períodos: o primeiro marcado pela cultura monástica e pelo enfraquecimento do poder régio, o segundo pelo desenvolvimento dos centros urbanos e das grandes catedrais góticas e, por último, o período marcado pelo Renascimento e pela afirmação da cultura laica.

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Ex-Líbris do Mês de Janeiro 2012

GARCÍA DE CORTÁZAR, José Ángel; MUNITA, José Antonio; FORTÚN, Luís Javier (dir.) – Codiphis: catálogo de colecciones diplomáticas hispano-lusas de época medieval. Santander: Fundación Marcelino Botín, 1999. – 2 vol.; 20 cm. – (Historia y documentos Instrumentos para la investigación; 6.5.1; 6.5.2). – Biblioteca José Mattoso. ISBN 84-87678-78-5 (vol. 1). ISBN 84-87678-79-3 (vol. 2). ISBN 84-87678-77-7 (obra completa).

Nos dois volumes de Codiphis: catálogo de colecciones diplomáticas hispano-lusas de época medieval, são analisados cada um dos 1.030 acervos documentais, com um total de cerca de 190 mil documentos, publicados em Espanha e Portugal entre 1901 e 1996. Este estudo complementa-se com uma introdução sobre a edição de fontes documentais em ambos os países durante o século XIX. Cronologicamente, as coleções diplomáticas abrangem a Idade Média, do século VIII ao XVI, considerando-se uma coleção um conjunto de textos que somam 20 ou mais unidades documentais, publicadas com caráter autónomo, e cuja tipologia diplomática corresponde genericamente à “carta”. De acordo com o prefácio da Fundación Marcelino Botín, este catálogo não tem precedentes na produção historiográfica mundial e é considerado um instrumento fundamental para os investigadores de história medieval de Espanha e Portugal.

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Ex-Líbris do Mês de Dezembro 2011

ARNAUT, Salvador Dias - A arte de comer em Portugal na Idade Média : (introdução a "O livro de cozinha" da Infanta D. Maria de Portugal). Lisboa : Imprensa Nacional-Casa da Moeda, imp. 1986. 139, [2] p.

A obra apresenta-se como um estudo introdutório ao códice português «Livro de cozinha da Infanta D. Maria». Aqui se analisam os hábitos alimentares dos portugueses durante a Idade Média (séc. XII-XV). A utilização do pão, da carne, do peixe e do vinho, entre outros alimentos; a dependência onde cozinhavam com o seu pessoal; o número de refeições; a sala de jantar e cerimonial à mesa, são alguns dos aspectos apresentados neste livro.

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Ex-Líbris do Mês de Novembro 2011

Peintures de manuscrits arabes, persans et turcs de la Bibliothèque nationale. Paris : Catala frères, [1911?]. 31 p., 64 f. fac-simil.

Recolha de 64 iluminuras, reproduzidas em escala de cinza, de manuscritos árabes, persas e turcos do acervo da Biblioteca Nacional de França, produzidos desde o século XIII até aos finais do século XVII. Na sua maioria, as iluminuras aqui reproduzidas pertencem a quatro grupos bem delimitados: a escola mongol, as escolas timúridas do Antigo Coração (Khorasan), a escola safávida, e as escolas indo-persas da província do Coração, sob domínio dos descendentes de Timur.

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Ex-Líbris do Mês de Outubro 2011

MENINO, Pero - Livro de falcoaria de Pero Menino. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1931. LXVII, 91 p., [3] f. est.

Resumo:
Tratado do século XIV escrito por ordem de D. Fernando pelo seu falcoeiro Pero Menino, para auxiliar o caçador da época. Nesta obra são descritas as doenças dos falcões, os respetivos sintomas e os curativos que o caçador deveria aplicar, como efetuar pequenas incisões, coser feridas abertas, e ainda como aplicar emplastros e ligaduras para tratar das asas ou pernas partidas das aves.

A edição crítica do texto é da responsabilidade de Rodrigues Lapa, e inclui um pequeno estudo introdutório sobre aspetos de crítica textual dos manuscritos e da língua plasmada nos mesmos.

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