Ex-líbris, de entre os livros, o LIVRO

Todos os meses a Biblioteca do CAM destaca uma obra pertencente ao Fundo Especial, tendo em vista a promoção e a difusão de um acervo documental com características únicas, quer pelo seu carácter inédito, quer pelo seu valor patrimonial.

Ex-Líbris do mês de novembro de 2015

VITERBO, Joaquim de Santa Rosa de - Elucidário das palavras, termos e frases que em Portugal antigamente se usaram e que hoje regularmente se ignoram: obra indispensável para entender sem erro os documentos mais raros e preciosos que entre nós se conservam. 2ª ed. revista, correcta e copiosamente addicionada de novos vocábulos, observações e notas críticas com um índice remissivo. Lisboa: A. J. Fernandes Lopes, 1365 [i.é 1865]. vols.

«E é com efeito, a necessidade que tem qualquer nação culta e ilustrada, de possuir além do Diccionario da sua língua actual e perfeita, um Glossario tão amplo e completo quanto possivel fôr, dos vocabulos usados nas epochas anteriores, e de que só se conserva a memoria nos documentos e monumentos antigos […] é ponto de sobejo inquestionavel, para que se haja mister gastar palavras e tempo na sua demonstração.

Reconheceu estas verdades no fim do ultimo seculo o nosso erudito antiquario Viterbo; e animado de zelo patriotico deu-se pressa a suprir em beneficio commum a falta que observava e cuja gravidade se lhe fizera sentir por experiencia propria. Reunindo aos subsidios que encontrara dispersos, fructos ignorados de trabalhos alheios, os que lhe haviam subministrado as suas lucubrações, compoz e imprimiu o Elucidario, obra de longo folego, e tão reconhecidamente util, que a pezar da má vontade de alguns, e da emulação de outros, lhe grangeou merecida nomeada entre nacioanes e estranhos.
»[Inocêncio Francisco da Silva]

Ex-Líbris do mês de outubro de 2015

Ex-Líbris do mês de outubro de 2015

MATTOSO, José - Ricos-homens, infanções e cavaleiros: a nobreza medieval portuguesa nos séculos XI e XII. Lisboa: Guimarães, 1982. (História e ensaios; 2).

A nobreza portuguesa tem sido, entre nós, mal definida pelos historiadores, tanto nos seus aspectos globais, como na sua composição interna. O presente estudo, dirigido a um público instruído, mas não de especialistas, pretende ao mesmo tempo resolver estes problemas e dar a conhecer a origem das mais antigas famílias nobres do nosso País, situando-as claramente no espaço e ni tempo, mas sem referências eruditas desnecessárias. Ao abordar esta matéria, pouco explorada entre nós, revêem-se muitos problemas da nossa historiografia a respeito da origem da nacionalidade e das épocas de Afonso Henriques e de Sancho I e de uma maneira particular a relação entre a guerra com os sarracenos e a estruturação da sociedade e da política portuguesa. Também se estudam outros problemas controversos, como o funcionamento do regime senhorial e a questão do feudalismo no nosso País.

Ex-Líbris do mês de setembro de 2015

Ex-Líbris do mês de setembro de 2015

Sigila: revue transdisciplinaire franco-portugaise sur le secret: = revista transdisciplinar luso-francesa sobre o segredo. N. 1 (Jan. 1998) –. Paris: Gris-France, 1998 –. ISSN 1286-1715.

A Sigila, de cujo comité orientador José Mattoso faz parte, é uma revista semestral transdisciplinar consagrada à análise das figuras do segredo.

Trata-se, por exemplo, de procurar desvendar os mecanismos que levam à ocultação de determinados acontecimentos históricos, políticos, económicos, científicos ou literários, e de definir o valor de uma cultura do segredo face à pressão exercida pelos media ou, pelo contrário, de seguir as suas possíveis derivas.

Cada número é dedicado a um aspeto específico do segredo. Para além dos estudos críticos, a revista inclui textos de ficção e ensaios de vários tipos, integrando também poemas que progressivamente vão construindo uma pequena “antologia do segredo”. O conjunto destas produções torna, por si só, manifesta a riqueza e variedade deste campo semântico.

A revista publica igualmente informações regulares sobre a atualidade do segredo: recensões de obras, colóquios, exposições, filmes e artigos de imprensa.

 

Ex-Líbris do mês de agosto de 2015

Ex-Líbris do mês de agosto de 2015

Hagiographies : histoire internationale de la littérature hagiographique latine et vernaculaire en Occident des origines à 1550 = International History of the Latin and Vernacular Hagiographical Literature in the West from its Origins to 1550 = Internationale Geschichte der lateinischen und einheimischen hagiographischen Literatur im Abendland von den Anfägen bis 1550 = storia internazionale della letteratura agiografica latina e volgare in Occidente dalle origini a 1550. Turnhout : Brepols, 1994-. Vols.

A coletânea Hagiographies : histoire internationale de la littérature hagiographique latine et vernaculaire en Occident des origines à 1550, dirigida por Guy Philippart e mais recentemente por Monique Goullet, tem como objetivo aprofundar as investigações sobre a produção hagiográfica, tendo em consideração a estrutura narrativa e autores das obras, e não, necessariamente, a vida dos santos no mundo em que viveram. Esta investigação, que resulta de uma extensa colaboração internacional, incluindo o contributo de José Mattoso, iniciou-se em 1994, tendo sido publicado em 2014 o sexto volume.

Monumenta Portugaliae Vaticana.

Ex-Líbris do mês de julho de 2015

COSTA, António Domingues de Sousa (ed. lit.) - Monumenta Portugaliae Vaticana. Roma : Editorial Franciscana, 1968-1982. 5 tomos em 4 volumes.

O autor, doutorado em Direito Canónico na Pontifícia Universidade Antoniana de Roma, apresenta os documentos do Arquivo do Vaticano, referentes às súplicas dirigidas por portugueses à Santa Sé, desde meados do século XIV até ao século XV. Trata-se de uma obra de relevo para compreender a História de Portugal.

Archivo historico portuguez

Ex-Líbris do mês de junho de 2015

Archivo historico portuguez. V. 1 (1903)-v. 11 (1917). Lisboa : [s.n.], 1903-1917. il.

A revista Archivo Historico Portuguez publicou-se entre 1903 e 1916, com o objetivo de divulgar as investigações mais recentes realizadas no âmbito da História de Portugal. José da Silva Pessanha e Anselmo Braamcamp Freire (fundadores e diretores da revista) apelavam à aos “estudiosos da História Pátria” a sua contribuição, sendo esta revista destinada “exclusivamente para os estudiosos”, não por questões elitistas, mas perante a “indiferença geral pelos estudos históricos, […] que domina ainda hoje em Portugal”. [Advertência, vol. 1, 1903]

Ex-Líbris do mês de maio de 2015

Ex-Líbris do mês de maio de 2015

Anais. Lisboa: Academia Portuguesa da História, 1940- . ISSN 0870-077X

Este periódico, de natureza científica, destina-se à publicação de comunicações e estudos históricos da autoria dos sócios da Academia Portuguesa da História e tem como objetivo contribuir para o conhecimento da História de Portugal mediante a reconstituição documental e crítica do passado.

A Academia foi fundada em 1936 e é considerada a legítima herdeira da mais antiga Academia Nacional – a Academia Real da História Portuguesa. A atividade da Academia Portuguesa da História iniciou-se em 1938 e em 1940 foi publicado o 1º volume dos Anais.

Repertorium fontium historiae Medii Aevi.

Ex-Líbris do mês de abril de 2015

POTTHAST, August (ed. lit.) - Repertorium fontium historiae Medii Aevi. Roma: Istituto storico italiano per il Medio Evo, 1962-. vols.

O Repertorium fontium historiae Medii Aevi é um projeto editorial promovido e coordenado pelo Istituto storico italiano per il Medio Evo, juntamente com a Unione Internazionale degli istituti di archeologia, storia e storia dell'arte in Roma, com o objetivo de criar um índice alfabético de fontes primárias de história medieval da Europa e bacia do Mediterrâneo, incluindo a cultura bizantina, árabe e hebraica.

O projeto iniciou-se em 1953, no âmbito do Convegno Internazionale sulle Fonti Storiche del Medioevo europeo (realizado em Roma nesse mesmo ano) e o primeiro volume foi publicado em 1962, tendo sido publicado o 4º fascículo do 11º volume em 2007. Todos os volumes foram publicados em latim. Ao longo do tempo o Repertorium passou a contar com a colaboração de diversos investigadores e de diversas instituições internacionais.

O corpus contém 10.362 entradas, contemplando qualquer tipo de fonte: para além das fontes estritamente historiográficas, o repertório faz menção a outras fontes (jurídicas, teológicas, etc). Para cada entrada há indicações sobre o conteúdo da fonte, informação biográfica sobre o autor (se conhecida), a lista e localização de manuscritos em que a fonte é referida, edições, traduções e comentários, entre outras informações.

Ex-Líbris do mês de março de 2015

Ex-Líbris do mês de março de 2015

Anuario de Historia del Derecho Español. T. 1 (1924)-. Madrid : [s.n.], 1924-. il.. ISSN 0304-4319
Fundada por Claudio Sánchez-Albornoz, em 1924, esta publicação anual contém estudos sobre diversos temas da história do direito e das instituições, não se cingindo apenas a Espanha.

O núcleo inicial de autores do Anuario era na sua maioria constituído por discípulos de Eduardo de Hinojosa y Naveros (jurisconsulto e historiador espanhol, 1852-1919) e pretendia dignificar a memória do mestre, consagrando a História do Direito como disciplina científica.

Os artigos publicados incidiam sobre a história de Espanha durante o período visigodo e Alta Idade Média, dando especial atenção às instituições económicas e sociais e à publicação de fontes documentais.
 

O esplendor da austeridade

Ex-Líbris do mês de fevereiro de 2015

JESUS, Susana Mourato Alves; BORGES, Augusto Moutinho; FONTES, João Luís (eds. lit.) - O esplendor da austeridade : mil anos de empreendorismo das ordens e congregações em Portugal : arte, cultura e solidariedade. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2011. 701, [2] p. ISBN 978-972-27-2005-2

“Procurando recuperar e recompor o trabalho já realizado noutras obras que temos vindo a trazer a lume, esta obra, com dimensão monumental, pretende oferecer uma visão breve, mas impressivamente intensa, através da aliança entre texto escrito e uma visualidade graficamente cuidada, dos espaços, do património, dos símbolos, da arte, dos monumentos, das marcas, das figuras, das obras mais emblemáticas da presença empreendedora das ordens e congregações em Portugal.

[…] O que aqui se vê e lê é apenas a ponta do icebergue, a porta de entrada para um mundo muitas vezes pouco conhecido que, com mais esta obra, pretendemos descortinar e oferecer ao conhecimento dos leitores, procurando ao mesmo tempo estimular a investigação e o aprofundamento da pluriforme riqueza histórica, cultural, artística e espiritual deste universo de instituições que realmente tiveram uma acção marcante no horizonte longo da nossa história milenar.” [José Eduardo Franco]

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